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No dia 22 de Abril 2007 reuniram-se 20 produtoras e produtores de Achada Grande Corvo e Relva para constituir uma cooperativa que actualmente encontra-se já registrada. Apesar da seca 2007 estes produtores trouxeram 14.235 kg de uva que foram transformadas em aproximadamente 13.000 garrafas de vinho. Para o ano 2008 se registra um aumento do numero de sócios e da produçao que estima-se em 26.000 graffas, o duplo do ano passado
As zonas altas de Achada Grande, Corvo e Relva, como aquelas de Matarrafe, Orela, Montado e Enciada Trás no concelho dos Mosteiros, fazem parte dos terrenos vitícolas tradicionais da ilha do Fogo. As vinhas são portanto cultivadas em uma altitude variável entre 800 e 1800 metros. Estas zonas caracterizam-se por uma estação fria que faz com que as videiras repousam por uma parte do ano, dando uma colheita de boa qualidade na altura de Julho. A frescura das noites é mais uma razão para o desenvolvimento de uvas e de vinhos saborosos. O solo vulcânico fértil coberto de uma capa de jorra, o clima seco e quente e as muitas horas de sol em anos de precipitações normais, dão uma boa produção de boa qualidade. As vinhas não precisam tanto de adubos químicos que de irrigação.
A cultura da videira no Fogo tem uma longa historia, sendo introduzida pelos portugueses no século XVI. Ao longo do tempo a produção do vinho aumentou, de modo que, a partir do sec. XVIII já existia comercialização do vinho do Fogo, inclusive para lugares tão distantes como a Guiné e o Brasil As castas introduzidas seguramente são portuguesas como a Preta Tradicional e a Uvinha Branca. Após a Segunda Guerra Mundial foi trazida para Fogo a Moscatel Branca, que encontrou difusão em toda zona vitícola da Ilha como uva de mesa. Após a independência a cooperação alemã trouxe outras castas de uvas de mesa e dedica-se também à melhoria da vinificação, construindo duas adegas em Chã das Caldeiras e Achada Grande e fornecendo a elas equipamento e assistência técnica. O vinho produzido era muito parecido ao tradicional Manecon. Foi com a contribuição dos Governos da Itália e de Cabo Verde e com a assistência técnica fornecida pela COSPE (Ong Italiana ) que a partir do ano 1998 em Chã das Caldeiras a produção de vinho vira-se de qualidade. As tentativas de retomar a produção cooperativista do vinho em Achada Grande tiveram sucesso em 2007 com um novo projecto iniciativa do Governo de Cabo Verde através do apoio financeiro da União Europeia que permitiu a criação da cooperativa Sodade.
A uva “Preta Tradicional” da origem a este vinho de cor vermelho-roxo escuro, encorpado e aveludado, com aroma a frutos de bosque maduros e baunilha. Ao amadurecer em pequenos barris de carvalho exaltaram-se as suas características. Acompanha bem pratos de carne, nomeadamente de veação e queijos picantes, mas aprecia-se também sozinho como vinho de meditação.
A gradação alcoólica é de 14º e recomenda-se beber á temperatura de 18-20º C.
La gradazione alcolica è di 14º. Si raccomanda di berlo ad una temperatura di 18-20º C.
No caso do vinho tinto Sodade optou-se por deixar amadurecê-lo em pequenas barricas de carvalho que exaltam as suas características.
A uva “Moscatel Branca” dá origem a este vinho de cor citrina e brilhante, com aroma fresco, típico a moscatel e a frutas citrinas. Este vinho elegante e harmonioso acompanha bem mariscos, peixe e carnes brancas e aprecia-se também como aperitivo. Recomenda-se beber a uma temperatura de 10-11ºC. A gradação alcoólica é de 14º.
O sumo da uva “Preta tradicional” vinificado sem contacto com a casca, dá origem a este vinho de cor rosada, clara e brilhante com aroma fresco a pequenos frutos vermelhos como o morango. Acompanha bem mariscos, peixe e carnes brancas e pode ser apreciado como aperitivo.
A gradação alcoólica é de 14º e recomenda-se beber a uma temperatura de 10-11º C.
O PASSITO SODADE é vinificado com uvas passas de moscatel preta, tem cor roxa escura, cheiro inconfundível a moscatel preta, mel e outras frutas secas. Tem doçura profunda e equilibrada com uma agradável acidez. O gosto reminiscente coroa a emoção gustativa.
Recomende-se beber a uma temperatura de 12 – 14 ° C, acompanhado com bolachas de vários tipos, aprecia-se também sozinho como “vinho de meditação”.
A “Denominação de Origem Voluntaria” D.O.V., adoptada pela cooperativa Sodade, estabelece que o vinho típico do Fogo é feito com uvas das castas tradicionais, cultivadas em sequeiro, acima de 800 m e tem um grau alcoólico de pelo menos 14º em caso de vinhos secos é de 12º em caso de vinhos doces como os “passitos”.

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