|

A 7 de Abril de 1826 – Um Espanhol deportado na ilha escala pela primeira vez o pico;
1847 - Regista-se uma grande erupção com as lavas a atingirem o mar, depois de percorrem, durante quatro horas, cerca de quatro milhas de terreno. As lavas dessa erupção terão destruído cerca de dois terços da localidade de Relva, nos Mosteiros;
1852 – O Pico do Fogo entra em erupção, era 19 de Fevereiro. A erupção deu-se na Caldeira tendo registado quatro crateras;
1857 – Nova erupção do Pico localizado na base sul do pico ( Dezembro )
1912 – Início dos trabalhos da canalização de água das nascentes de Fonte Nova e Fonte Velha que abasteciam toda a zona que se estende desde Cova Figueira até à Cidade de São Filipe, incluindo o povoado de Estância Roque, situado ao sopé do vulcão. Este facto marca o início da exploração dos seus terrenos para a agricultura, deixando de ser espaço apenas para pastagem e apanha de produtos vulcânicos. As duas nascentes jorravam água em abundância e a canalização foi efectuada por um grupo de naturais de Santiago. Utilizaram tubos de ferro de fabrico Belga que foram desembarcados no porto de Alcatraz e transportados por homens até Chã das Caldeiras;
1916 – O enxofre de Chã das Caldeiras foi levado à exposição de produtos da Província;
1917 - Ocupação definitiva de Chã das Caldeiras com a fixação dos primeiros habitantes – Manuel da Cruz Montrond, Miguel Montrond e Domingos Fernandes, entre outros;
1917 - foi subsidiado um estudo sobre o valor qualitativo, a produtividade do jazigo e condições de exploração dos produtos vulcânicos. A localidade desafiava os espíritos científicos e aventureiros e alėm das visitas efectuadas por vulcanólogos, geólogos, naturalistas.
1933 - O então administrador do concelho, Agnelo Adolfo Henriques, decidiu cobrar manifesto de gado em Chã das Caldeiras, mas a população recusou-se a pagá-lo. Para fazer cumprir a lei e manter a ordem, um batalhão de homens devidamente armados e sob o comando do Sargento Ramos Pereira deslocou-se a Chã das Caldeiras e fez prisioneiro uma vintena de pessoas, por alegada desobediência. Destas, 16 passaram três dias em São Filipe e depois regressaram à Chã, mas as restantes nove foram degredadas para a ilha de Santiago (São Jorge dos Órgãos) onde permaneceram seis meses a efectuar trabalhos forçados na abertura de covas para fixação de plantas. Do grupo fazia parte o Simiano Montrond que, nessa altura, desempenhava as funções de cabo-chefe de Chã das Caldeiras;
Em 1947 - Foi construída a casa de estado nas proximidades das nascentes;
1951 - Erupção vulcânica no interior da caldeira que destruiu os reservatórios e toda a canalização no interior da caldeira. Depois da construção da galeria e desta erupção, a capacidade das nascentes diminuiu e hoje nem chega para abastecer uma única família;
1955 – Levantamento dos dados para a construção da estrada e do posto escolar, o que veio a acontecer nas décadas de 60 (escola) e 70 (estrada);
1970 – Escola primária começa a funcionar e a primeira professora a leccionar em Chã das Caldeiras foi Henriqueta Rodrigues Pires “D.Queta”.
1974 - A estrada chegou a Chã das Caldeiras. Chico Barbosa foi a primeira pessoa a chegar de carro a Chã das Caldeiras;
1995 – 02 de Abril: última erupção vulcânica.
As ultimas erupções
De 1500 a 1995 registaram um total de 26 erupções vulcânicas, pelo menos de que há registo. As ultimas aconteceram entre 1769 a 1995, conforme o quadro a seguir.
1995 ( Abril ) – base do Cone principal - Chã
1951 ( Junho ) – base do cone ( lado sul e norte ) Chã
1857 ( Dezembro ) –base do cone ( sul ) Chã
1852 ( Fevereiro 19 ) – quatro crateras – Chã
1847 ( Abril 9 ) – três crateras nas falhas de cone – Chã
1816 - Na Chã
1799 ( 2 Junho ) – no cone principal e com várias bocas. Destruiu parte de Relva e veio dar origem ao povoamento da Vila de Cova Figueira
1785 ( Janeiro 24 ) – várias bocas
1769 ou 1774 – cone principal

1937

2007

««
|